SV-ZEITUNG 06/2002, pág. 397


De outros grupos regionais: São José dos Campos
11 e 12 de agosto de 2001, São José dos Campos.

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Um grande dia para a Sociedade Valeparaibana Cães Pastores Alemães na Cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo.

São José dos Campos é uma cidade que fica aproximadamente há 100 km da Grande São Paulo; para distâncias brasileiras, podemos dizer a dois passos.
É uma cidade de contrastes, como muitas outras que se encontram no Brasil. Pobres e ricos convivem aqui lado a lado, a maioria na miséria, ao lado de pouquíssimos que representam e ostentam a riqueza aqui e no país. Os primeiros vivem à margem da cidade, em ruas não pavimentadas, os outros vivem em condomínios fechados bem vigiados, nos quais o acesso só é permitido após rígido controle de segurança interno. Apesar dos contrastes deste país, pode-se dizer que de vez em quando todos se unem num entusiasmo que ultrapassa os limites das camadas sociais. O futebol e o carnaval são membros de ligação entre pobres e ricos, mas também se verifica em todas as partes, o amor e o carinho que muitos sentem quanto à criação do cão Pastor Alemão.

A Sociedade Valeparaibana Cães Pastores Alemães em São José dos Campos é um excelente exemplo para o fomento e a promoção desta raça no Brasil. A Presidente da Associação aparentemente nunca se cansa de realizar e organizar provas e gincanas e está constantemente em contato com repartições públicas, especialmente com o Centro Técnico Aeroespacial (este possui um Centro de Treinamento e dispõe de canil próprio).

Aqui existe interesse recíproco para o treinamento em conjunto.
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É assim que ocorre um bom trabalho de equipe entre associados e militares. A troca das experiências é o grande trunfo para todos os associados, pois isto representa o contínuo aperfeiçoamento da aprendizagem.

Pode-se dizer que as Associações e Clubes no Brasil, em geral, estão em fase inicial. Tanto a criação como o treinamento em geral devem ser ainda organizados. As estruturas devem se adaptar às modernas exigências atuais.

Por anos se deu um imenso valor à estrutura canina e sua própria “beleza estética”. Finalmente, os ativos associados descobriram que o pastor alemão é um cão de serviço de primeira linha e que assim deve corresponder ao ideal de cão de trabalho por excelência. Por fim, eles estão avançando...

Estivemos pela primeira vez juntos, no ano 2000, em São José dos Campos e pudemos verificar e vivenciar os esforços para o alcance do progresso, do contínuo aperfeiçoamento e das mudanças de estruturação.
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Já no ano 2001 os primeiros frutos deste trabalho puderam ser colhidos, mas deve-se reconhecer que se tratam de resultados ainda bastante tímidos; mas o importante é dar continuidade a este trabalho.

O importante é o progresso e o contínuo esforço para o alcance de um incessante aperfeiçoamento.

A semana de seminário esteve totalmente preenchida. E isto, apesar dos elevados custos, levando em conta o baixo nível de vida dos brasileiros. Os nossos amigos da Associação e os demais participantes fizeram o máximo possível para poder custear este curso. Alguns tiveram que arcar com as despesas de uma viagem de até 2000 quilômetros para poder participar do seminário por nós ministrado.
Para que não haja falsas impressões: nós ministramos este seminário sem custo algum. Como no Brasil até o espaço físico é alugado, além dos equipamentos etc, o seminário teve que ser pago. Este foi o único custo que recaiu sobre os associados.

Tudo de necessário, para o contínuo aperfeiçoamento de um cão de trabalho e cão de serviço foi transmitido durante as aulas teóricas e práticas. Começando com o trabalho do cão de faro e indo até o serviço de proteção. As apresentações foram realizadas com Power Point, o que facilitou a transmissão do conteúdo teórico. O aplauso no final do seminário nos transmitiu a certeza de que:

O que nós quisemos transmitir, não teve apenas respaldo, mas incentivou-os a procurar mais conhecimento.
Esta é a base para o contínuo desenvolvimento!

Quanto à organização dos eventos de 2001, pode-se dizer que o nível de São José pode ser comparado a outros eventos daqui da Alemanha.
Durante a competição realizada, muitos procuraram alcançar o máximo de rendimento em termos de qualidade e perfeição. Foram distribuídos antecipadamente panfletos pela cidade. Um estádio com assentos e uma tribuna estiveram à nossa disposição a custo zero. Quem quisesse assistir apenas por interesse, sem ser especialista, pôde aproveitar a transmissão dos comentários ao vivo, que a própria organização conseguiu coordenar muito bem. As provas foram transmitidas de maneira que mesmo leigos pudessem compreender. Rogério, um conhecido criador de cães, narrou ao vivo as provas que estavam sendo realizadas.

Para a avaliação dos juizes, havia à disposição dois digitadores com os respectivos computadores. Havia também o serviço de tradução simultânea do português para o inglês e do inglês para o português. Para Werner Rapien, que foi um dos juizes, havia um tradutor à disposição, que fornecia a descrição dos resultados pelo microfone na língua materna.
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Mesmo com toda organização existente, o mais importante é o que ocorre no campo. Isto vale não somente para o futebol, mas também para o adestramento do cão. Em dois dias foram avaliados vinte condutores com seus cães. A participação dos condutores foi relativamente alta.

Foram apresentados cães de trabalho e da polícia e estes avaliados quanto à obediência.
Apesar dos condutores ainda não conseguirem transmitir de maneira desejável toda a motivação e a alegria de trabalho aos seus cães, pode-se dizer que ainda assim houve muito bons resultados.
Fernando Marcos Bigeschi alcançou 96 pontos na Seção “C”, com seu Visum du Boá, um filho de Key vom Kirschental.
Priscila Guimarães apresentou seu Dakota vom Billy Boy, que se qualificou para o último Campeonato Mundial.

Se ocorreram déficits durante as provas, estes se devem à estrutura dos cães. Muita coisa no Brasil no campo da condução para cães deve ainda ser feita. Mas vale a pena investir aqui.

Até a próxima vez!

Autores: Werner Rapien e Günter Heumann

Tradução: Wladimir Oliveira
Revisão: Sergio de Oliveira

Nota: As reticências referem-se a trechos suprimidos que não interferem na interpretação do texto.

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