| NÚCLEO DE CRUZEIRO
DA SOCIEDADE PAULISTA CÃES PASTORES ALEMÃES
Esse importante período do pastoreirismo vai do final dos anos 60 (Mutz nasceu em 11/10/66, Quanto em 31/03/67, Marko em 03/05/68 e Canto em 19/09/68) até os anos iniciais dos 80 (Uran nasceu em 13/03/81, Quando em 28/11/81, Cello em 24/11/84 e Fedor em08/06/83). Foram dezoito anos de relativa calma no mundo, se os compararmos com as duas grandes guerras mundiais e do crack da bolsa de Nova York presentes no período vivido pelo pastoreirismo até chegar a Quanto e Canto Wienerau, Mutz Pelztierfarm e Marko Cellerland (para maior conhecimento desse período épico vivido pela essa extraordinária raça de cães, consultar o nosso boletim sobre a saga do cão pastor alemão. Leitura obrigatória para quem realmente ama a raça). Foi o período da Guerra Fria, tensão política constante marcada pela divisão do mundo em dois grandes blocos liderados pelos EEUU e pela Rússia e que vigorou desde o término da Segunda Guerra Mundial até 1989, início das revoltas civis no leste europeu e na URSS. Para o pastor alemão, o grande marco histórico do período da Guerra Fria foi o Muro de Berlim, construído em 1961 pela República Democrática Alemã (Oriental), separando e isolando o território alemão em dois, e que foi demolido em 1989, data da reunificação das duas Alemanhas. Como vem acontecendo há 100 anos, o pastor alemão foi grandemente afetado por esse período histórico. Livre das atribulações dos períodos das grandes guerras mundiais, durante as quais foi desde cão de guerra, mensageiro e até produto de compensação dos estragos produzidos, o pastor alemão evoluiu muito na Alemanha, alcançou grande evolução em outros países, venceu as barreiras impostas pelos rancores deixados pelas guerras e deixou de ser conhecido como pastor alsaciano em alguns países do bloco aliado. O isolamento entre as duas Alemanhas dificultou ou acabou com o intercâmbio entre os pastoreiros. Os cães foram tornando-se “diferentes”, embora, como frisou Messler, presidente da SV, tenha sido elogiável o trabalho do pessoal da ex-Alemanha Oriental que conseguiu manter a tipicidade e as principais qualidades do pastor alemão. Com a unificação, aos poucos vai havendo o amalgamento entre as criações, tanto no que diz respeito aos animais como na burocracia. Os cães da antiga Alemanha Oriental, conhecidos como cães DDR, trouxeram de bom a fortaleza geral e, na maioria das vezes, excelentes capacidades para o trabalho. Esse período também foi muito rico do ponto de vista administrativo, social e internacional para o pastor alemão. Na pequena Vierheim viviam o Dr. Christoph Rummel, grande empresário do ramo madeireiro, titular do canil von Aegidiendamm e presidente da SV de 1971 até 1982 (substituiu o Dr. Werner Funk, presidente de 1956 até 1971), Hermann Martin, tabelião, titular do canil v. Arminius, começando a carreira na política pastoreira, iniciando com os julgamentos da classe das fêmeas adultas nas Siegers, passando pelo cargo de Diretor de Criação da SV de 1974 até chegar à presidência em 1982 e Walter Martin, titular do canil Wienerau e o maior feeling já existente no mundo pastoreiro, capaz de pressentir as qualidades de um animal muito antes dos outros e programar com excelência os cruzamentos dos seus animais. Em 1966 foi tornada obrigatória a radiografia coxofemoral para as seleções e criação, coroando a luta do professor Wilhelm Brass da Universidade de Hannover. A tatuagem identificadora... Para mais... faça o download do arquivo.
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